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Almeirão - O amargo que faz bem

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Com a proximidade dos dias quentes, o organismo pede uma alimentação mais leve e saudável. Neste contexto as verduras são aconselháveis e não podem faltar. Uma verdura que as pessoas costumam torcer o nariz só em ouvir falar é o almeirão, devido ao gosto amargo, e acabam não aproveitando as propriedades benéficas dela. Mas, com algumas dicas, é possível comer sem fazer careta e, o melhor, aproveitar o que ela fornece.

Originário da Europa o almeirão é cultivado em todo o mundo, tanto para a alimentação humana, como de animais. Embora pertença à mesma família da chicória comum, elas são plantas que diferem na forma, no sabor e na quantidade das propriedades. O almeirão tem folha lisa, comprida e estreita, de cor verde. "A confusão é que no nordeste a chicória e o almeirão são consideradas as mesmas verduras. Já no sudeste, são diferentes", explica Vanderli Marchiori, nutricionista, fitoterapeuta e diretora da Associação Paulista de Nutrição.



O almeirão é fonte de vitamias E e A, ferro, muita fibra e pequena quantidade de cálcio. Além de ácido fólico, "muito útil para mulher na idade fértil e durante a gestação, pois auxilia na boa formação do tubo neural do bebê", afirma a nutricionista.

Essa verdura é usada em tratamentos do fígado, vesícula biliar e baço, pois ajuda a liberar o excesso de gordura, fumo e álcool. "Ele estimula a função hepática, principalmente a desintoxicação do fígado feita pelo componente que dá o sabor amargo", afirma. Como a icterícia é provocada pelo mal funcionamento do fígado, a verdura também é recomendada no processo de cura dessa doença.

Outro papel funcional do almeirão é em relação ao colesterol. "O consumo frequente auxilia na diminuição das taxas de colesterol. Isso já comprovado com a chicória", diz. "Como a grande maioria das verduras, o almeirão melhora o movimento intestinal. É bom pra quem tem prisão de ventre", completa.

Diante de tantos benefícios vale a pena incluir o almeirão no cardápio, "pelo menos uma vez por semana; mas duas vezes é uma boa quantidade". As folhas podem ser consumidas cruas em saladas, picadas bem fininhas e temperadas a gosto. Acompanham muito bem, quando refogadas, comidas como feijão, grão-de-bico, soja, lentilha e assados. Os temperos que combinam são: azeite, cebola, alho, pimenta, vinagre, limão e cheiro-verde. Para quem prefere sair um pouco da verdura refogada, a dica da nutricionista é substituir o espinafre pelo almeirão nas receitas de tortas com queijo e ricota, por exemplo.

Compra, limpeza e Armazenamento


Na hora da compra, escolha os maços com cuidado, sem amassá-los e sem rasgar as folhas. As folhas devem estar verdes, firmes, sem sinais de murchamento e sem pontos escuros. Dê preferência às folhas menores, que são mais novas, e consequentemente mais tenras e menos amargas. Folhas que estão começando a ficar amareladas são velhas e não têm boa qualidade. Se for comprar o almeirão já lavado, picado e embalado, preste atenção se o produto está sob refrigeração. Verifique também o prazo de validade e coloque-o em geladeira logo ao chegar em casa.


Lembre-se que todo cuidado é pouco para higienizar folhas. Lave-as antes em água corrente, deixe-as de molho por 20 minutos em um litro de água filtrada misturada a uma colher (sopa) de água sanitária; em seguida enxagüe em água filtrada. A água sanitária pode ser substituída por produtos específicos para higienização de hortaliças, vendidos nos supermercados.

O ideal é consumir o almeirão bem fresco, principalmente em saladas. Caso seja necessário guardá-lo, lave as folhas, escorra bem, coloque em saco plástico ou em vasilha de plástico tampada e guarde na geladeira. Dessa maneira, ele se conserva por 2 ou 3 dias. Em temperatura ambiente, as folhas devem ser mantidas com a parte de baixo numa vasilha com água, e em lugar fresco; mesmo assim a durabilidade será menor que um dia.

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