O seu e-mail não será divulgado.
Clique aqui e encontre receitas pelo tema

Aprenda um Pouco mais Sobre Bebidas e Cocktails com a Ofélia

Beber é bom e gostoso. Mas a ciência está em beber moderadamente. É importante também - e não há nenhum esnobismo em dizer isso - beber corretamente, isto é, beber aquilo que combina com o momento, com a comida, com o ambiente, com a hora. Beber no café da manhã, por exemplo, não tem sentido. Tomar uma caipirinha antes de uma feijoada é beber corretamente, culturalmente. Beber champanhe antes da feijoada é ridículo. É isso que estamos querendo dizer: há bebidas para cada momento, há vinhos que combinam com um prato e não com aquele outro, há coquetéis que são apropriados para determinada hora, determinada situação. Muita gente se assusta com o fato de não saber, de não conhecer as bebidas e portanto não saber servi-las adequadamente.

Em geral, o bom senso e algumas regras simples resolvem qualquer situação. Vamos começar com os aperitivos A palavra vem do latim aperitivu e significa "abrir o apetite''. Aperitivo, portanto, é tudo aquilo servido antes de uma refeição. Em inglês, usa-se a palavra cocktail , formada de cock (galo) e tail (rabo), para significar uma mistura de bebidas, alcoólicas ou não, que acabam formando um drinque especial. Alguns, famosos e difundidos no mundo todo. Os aperitivos podem ser simples (uma bebida única) ou compostos, tipo coquetel, o que significa que entra na sua composição mais de uma bebida.

Conheça os drinques mais conhecidos:

O Rum: veio da América Central e se espalhou pelo mundo. Nos anos 50 e 60 ficou famoso na composição do que se convencionou chamar Cuba Libre: gelo, Coca-Cola e rum. No Brasil não há o hábito de bebê-lo puro. Pode entrar, também, na composição de coquetéis. É destilado da cana-de-açúcar. Um coquetel famoso, à base de rum, é o Daiquiri. Consiste em 1 dose de rum claro, 1/3 de dose de suco de limão, 1 colher (chá) de açúcar e gelo picado. Agite muito bem, coe e ponha num copo previamente gelado.

O Conhaque: (um produto à base de vinho) tem sua origem na França, mas é fabricado hoje em vários países. Se quisermos ser rigorosos, no entanto, só poderia ser chamado de conhaque o destilado fabricado na região francesa de Cognac. Não é o que acontece. É apropriado para os dias frios e geralmente é tomado depois do café. Raramente é servido como aperitivo.

O Champanhe: Em primeiro lugar é bom lembrar que "champanhe'' é palavra masculina. Dizer "a champanhe'' é errado. Originário de uma região da França da qual tomou o nome, trata-se, segundo muitos, de uma bebida mais que perfeita. Seu "inventor'' foi um monge, dom Pérignon. Há vários tipos de champanhe: brut (seco), demi brut (meio-seco) e doce. Como já dissemos, é possível, sem errar, servir champanhe brut durante toda uma refeição, acompanhando todos os pratos. Mas o champanhe pode ser servido em diversas ocasiões: para brindar um amigo que chegou; num casamento; para celebrar um namoro, um noivado, um "encontro''; para festejar uma boa notícia. Toda hora é hora para o champanhe. No café da manhã, não. Mas em vez do café da manhã, até que pode ser...

As Aguardentes: são destiladas de diferentes produtos. (Não confunda com a cachaça, originária da cana-de-açúcar.) Em Portugal e em alguns países europeus a aguardente é destilada da uva. Pode-se fazer aguardente de maçã (rara no Brasil, mas há um produtor desse tipo de aguardente em Monte Verde, Minas Gerais). Cada país, em geral, tem a sua aguardente. O Peru tem o pisco (de milho). O México tem a Tequila. Os países escandinavos têm a Acquavite (de cereais). O Japão tem o Saquê (de arroz). A Alemanha tem o Steinhäger . Em geral as aguardentes são tomadas puras. Raramente entram na composição de drinques. Com exceção do Peru, que tem o Pisco Sour (clara de ovo batida, pisco, gelo e soda), do México, que faz a Margarita, ou seja, 1 dose de tequila, 1/2 dose de Cointreau e suco de 1/2 limão.

O Bitter: é uma bebida amarga, difundida no mundo todo, que pode ser tomada com soda, como aperitivo (dificilmente isso acontece no Brasil), mas que entra na composição de vários coquetéis. O Campari é um tipo de bitter , aliás, o mais famoso. Como a pizza, o Campari invadiu o mundo. Toma-se com gelo e água mineral; com gelo, limão e água tônica: com gelo, limão e soda. E entra na composição de coquetéis. É feito da destilação de framboesas, seu gosto doce-amargo é bastante característico e uma de suas vantagens é a pouca dosagem alcoólica.

Informações sobre Licores, em geral:

Benedictine - é considerado o licor mais antigo do mundo. Criado em 1510, é composto de 27 tipos de ervas.
Cointreau - licor holandês, com sabor de laranja. Criado na metade do século passado, nas Antilhas Holandesas, é a marca mais famosa do licor Curaçau triple sec .
Drambuie - licor feito de uísque aromatizado com laranjas amargas.
Mandarinetto - licor de tangerinas, produzido na Itália e na França, principalmente.
Marasquino - licor de cerejas, produzido originalmente na Dalmácia, depois na região vêneta (de Veneza, alto da Itália). Destilado três vezes e envelhecido três anos antes de ser colocado no mercado.
Parfait Amour - licor holandês, maceração de limão, canela, cravos-da-índia, perfumado com essência de violetas. Tem um colorido roxo.
Amaretto - licor de caroço de abricó com sabor de amêndoas. Produzido na França e na Itália.
Strega - feito com açúcar extraído da raiz de angélicas, de cascas de laranja, açafrão e mais de setenta outras ervas. Produção iniciada em 1859. Strega quer dizer ``feiticeira'', em italiano.
Sambuca - licor feito de amieiro e outras ervas aromáticas. Próprio para ser tomado com café, às vezes até misturado ao café.
Licor de Menta - produzido em vários países, à base de hortelã.
Licor de Cassis - produzido na França, à base de frutinha do mesmo nome. Entra na composição de uma bebida muito na moda, o kir , feita com vinho branco gelado e licor de cássis. Ou, então, champanha e licor de cássis.
Nocello - licor feito com nozes, de procedência italiana.

O Gim: é outra bebida internacionalmente conhecida. É destilada do zimbro, planta da família das pináceas. (Genever em holandês, passando para ginepro em italiano, genièvre na França e abreviando-se para gin em inglês.) Foi fabricado pela primeira vez na Holanda, na Idade Média, e atualmente é produzido em quase todos os países. Geralmente é tomado com água tônica, limão e gelo (o famoso gim-tônica, servido no mundo inteiro), entrando também na composição de diversos coquetéis. O mais famoso coquetel feito com gim é o chamado Martíni Seco (Dry Martini), que teria sido inventado pelo barman Martini, do Hotel Knickerbocker, para o magnata John Rockefeller. Sua preparação tem feito muita gente brigar. Uns dizem que a mistura certa é duas doses de gim para uma de vermute seco. Outros dizem que o gim entra na maior parte da composição e que se deve colocar apenas algumas gotas de vermute. Os mais radicais afirmam que o vermute deve apenas molhar o copo, já gelado. Todos concordam que a bebida deve ser feita em um copo de coquetel, com pedras grandes de gelo, que não são transferidas para uma tacinha especial, apropriada para o Dry Martini, e que o coquetel deve ser aromatizado com o sumo de uma casquinha de limão. Ou com uma azeitona verde espetada num palito. E atenção: o vermute é seco, branco.

Cadastre-se ou entre para salvar esta página.